"De perto, ninguém é normal. / From up close nobody is normal." (Caetano Veloso)

Thursday, December 23, 2010

Evitando saias justas no Natal



---NOSSA, ME SENTI ILUMINADA COM ESSE ARTIGO ! rs.


Como evitar micos na ceia de Natal

HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL
Ceia de Natal é um momento delicioso de confraternização. No entanto, na mesma intensidade com que os familiares se amam, sempre pode haver certa tensão no ar. Para evitar contratempos (ou micos homéricos), veja as dicas de especialistas em etiqueta para lidar com situações-limite sem perder a classe.
  • Getty Images/Thinkstock
    Evitar confrontos, discussões e constrangimentos é o melhor caminho, segundo os especialistas
O que fazer se...
... duas cunhadas brigaram e não estão se falando?
Melhor fingir que ignora o fato e procurar mantê-las o mais distante possível. Não se intrometa para não criar mais problemas. Pode-se, no entanto, fazer um discursinho valorizando a família, o perdão, o reconhecimento de erros do passado etc., sem citar nomes. Quem sabe sirva de motivação?
... há uma criança mal-educada, que fala alto, é birrenta e inconveniente, à mesa?
Pergunte à mãe se há algo que possa fazer para ajudar. Procure, no entanto, agir com naturalidade para não constranger ainda mais a mamãe desesperada. Diga frases simpáticas do tipo "criança é assim mesmo". O ideal, entretanto, é que sempre as crianças façam a ceia mais cedo que os adultos em outro ambiente mais descontraído. Isso evitará situações desagradáveis, uma vez que as crianças não têm muita paciência. Outra boa saída quando os pais não fazem nada, ou a anfitriã não tem intimidade para chamar a atenção da criança, é integrá-la à conversa, perguntar sobre os amigos, falar sobre o próximo ano escolar, presentes de Natal que ela quer ganhar, entre outros assuntos de criança.
... o marido bebe um pouco além da conta e começa a fazer piadinhas sem graça?
Tente colocar o fofo na cama. Se não der certo, o remédio é fingir que está achando engraçado...
... aparece alguém sem ser convidado e não tem presente para ele?
Finja que não percebeu que o tal fulano não foi presenteado. Ou tente adiar o momento da troca de presentes para o almoço do outro dia, assim você ganha tempo para improvisar algo. Outra ideia é dizer que só tem presente para as crianças e presentear os adultos num outro momento.
... alguém leva um CD de pagode e você simplesmente odeia esse estilo musical?
Diga que prefere ouvir outro tipo de música numa noite tão especial e avise que vai ouvir o tal CD no próximo fim de semana, quando estiver na praia, e depois conta o que achou.
... as tias começam a lembrar problemas do passado?
Peça gentilmente que troque de assunto. Se não der certo, polemize. Lance algo do tipo: "Gente, vocês não vão acreditar. Ontem sofri um sequestro relâmpago!". Pronto, terão assunto até o fim da festa! Outra alternativa menos radical é lembrar em seguida uma passagem do passado também, mas alegre e divertida, da infância, por exemplo.
... a prima periguete começa a dar em cima de alguém comprometido (seu genro, por exemplo)?
Manda a namorada do sujeito ir dar uma volta com o moço. Comprar um pão na loja de conveniência, por exemplo. Ou simplesmente ignore. Se a situação passar do limite, chame a tal prima para uma conversa individual e peça a ela que se componha, pois estão todos em família e tal conduta não fica bem para nenhum dos dois.
... uma das adolescentes da família tem um estilo todo alternativo de se vestir e surge com míni de couro preta, meia-arrastão, coturnos e cabelos com mecha azul?
Qualquer comentário será inadequado. O estilo da menina não deve ser comentado para ela. É lógico que haverá comentários nas rodinhas de conversa, mas deixem a menina e os pais dela de fora disso. Natal é uma época excelente para exercitar a tolerância com as diferenças, não é mesmo?
... o prato principal dá errado?
É bom sempre ter uma segunda opção engatilhada para não passar aperto. Se ninguém souber que esse prato seria servido, não se deve dizer nada. Caso seja importante dizer, lamente pelo ocorrido. Explique que não deu certo dessa vez e que terá de chamá-los novamente em outra oportunidade para que provem o delicioso prato que não deu certo. Outra maneira delicada de ajudar a encerrar essa saia justa é dizer que querem voltar no mês seguinte, no aniversário de um deles para que esse prato seja servido novamente.

COMO RESPONDER A PERGUNTAS INDISCRETAS:
P. Você engordou quanto?
Mais de 30... talvez uns 40 kg! OU Por que a senhora quer saber?
P. E aí, vai ficar solteirona?
Se Deus quiser! A senhora nem imagina as vantagens que isso oferece! OU Será que vou? Estou focando mais no meu trabalho, mas ainda não perdi as esperanças!
P. Você está grávida de quantos meses? (para uma gordinha que não está grávida)
De nenhum. Estou mesmo acima do peso, mas isso dá menos trabalho que um filho, não é mesmo?
P. Ainda com esse carro velho?
Sim. Isso a incomoda? A mim, nem um pouco... OU Não é velho, é antigo. Adoro antiguidades.
P. Recebeu aumento de salário?
Você recebeu?
P. Tá ficando careca, hein?
Você viu? Esses xampus de hoje... acabam com o nosso cabelo!
P. E aí, vai ficar grávida quando?
Quando foi que você planejou ter seu filho? Foi logo em seguida que se casou? Sabia quantos filhos teria? Acha que ter meninos dá mais trabalho? Quantas fraldas eu vou gastar no primeiro mês? Quem é o pediatra dos seus filhos?

O CONVIDADO NOTA 0 DA CEIA DE NATAL:
Chega atrasado.
Se há “Amigo Secreto”, esquece-se de levar o presente estipulado.
Não segue o critério adotado para todos e compra um presente de valor muito baixo.
Come muito.
Bebe muito.
Fala muito.
Permanece além da conta.
Chama atenção sobre si mesmo.
Invade cômodos íntimos da casa.
Fala sobre assuntos desagradáveis.
Não sabe se portar à mesa.
Esquece-se de presentear alguém importante.
Passa a noite alfinetando alguém.

O CONVIDADO NOTA 10 DA CEIA DE NATAL:
É pontual.
Cumprimenta todos quando chega.
Procura se inserir nos grupos de conversa, interessando-se pelos outros.
Presenteia adequadamente.
Oferece ajuda à anfitriã, principalmente se ela não tiver empregados.
Sabe comer, beber e permanecer na medida certa.
Cria um clima agradável em tudo o que diz.
Sabe mudar a direção dos assuntos desagradáveis que possam vir à tona.
Elogia a comida.

A ANFITRIÃ NOTA 0 É AQUELA QUE:
Convida desafetos sem preveni-los antes.
Esquece-se do nome do convidado.
Deixa convidados desenturmados.
Não arruma assentos para todos.
Constrange os convidados, servindo pratos de difícil degustação.
Trata os convidados de forma distinta, mostrando dar atenção somente a alguns em detrimento de outros.
Negligencia a limpeza e manutenção do banheiro.
Serve só um tipo de iguaria, por exemplo: frutos do mar, carne vermelha ou aves. Muitos são alérgicos, vegetarianos ou não comem aves e deverão dispor de pratos alternativos.
Negligencia o recolhimento de pratos, copos, talheres e guardanapos usados.
Não está pronta quando os convidados chegam.
Reclama do companheiro que não ajuda.
Reclama de algum convidado.
Regula comida ou bebida.
Diz que o jantar custou caro.
Comenta que quando as pessoas vão embora a casa fica a maior bagunça.
Diz que esta cansada de tanto trabalhar.
Grita com os filhos.
Não abre os presentes que ganha.

A ANFITRIÃ NOTA 10 É AQUELA QUE:
Arruma a casa para receber os convidados.
Coloca gelo para o serviço.
Deixa as bebidas geladas.
Faz (ou encomenda) uma comida bem gostosa.
Apresenta-se disposta e alegre.
Mantém o sorriso até o final da festa.
Fazer que todos se sintam bem e confortáveis.
Está pronta na hora marcada.
Coloca uma música suave e em um volume adequado.
Abre e elogia os presentes que recebe.
Arruma uma distração para as crianças.
Prioriza o bem-estar dos mais velhos.
Pensa em detalhes que dão charme à festa, como guardanapos festivos, velas e flores.

Fontes:
Lícia Egger Moellwald, consultora em etiqueta pessoal e corporativa (SP)
Ligia Marques, consultora em etiqueta e marketing pessoal (SP)
Maria Aparecida de Araújo, consultora de comportamento profissional, etiqueta social e internacional, marketing pessoal, cerimonial e protocolo (SP)
Roberta Palermo, psicóloga e autora de “Madrasta – Quando o Homem da Sua Vida Já Tem Filhos” (Ed. Mercuryo)
Sabina Donadelli, consultora de imagem (SP)

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